segunda-feira, 6 de abril de 2009

Quinze.


O alarme soou desconcertante. Meio segundo depois observei todas aquelas pessoas que antes habitavam a sala, saindo apressados pela porta amarelo escuro. Continuei a fazer meus exercícios em silencio, não tinha motivos para me juntar aos outros que jogavam cartas na mesa do professor ou mesmo para ficar vagando pelos corredores por quinze minutos. Terminei mais rápido do que imaginei, mesmo com dez pessoas falando alto ao jogar uma carta à mesa consegui me concentrar. Desci. Fiquei um bom tempo olhado as gotas de chuva contra o cimento molhado do pátio, me senti isolada de todo o resto pela segunda vez em três meses de aulas. O alarme soou novamente, dessa vez reconfortante, pois sabia que agora poderia ocupar minha mente com algo melhor do que a angustia.

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