sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Por que?

Por alguns segundos eu fiquei parada, o mundo ficou parado, ouvia apenas os sons de maquinas registradoras soando e ecoando dentre meus tímpanos, não podia sentir muita coisa, apenas meus pés latejando de dor por permanecer andando durante algumas horas. Meus pensamentos vagavam, enquanto matinha os olhos fixos em uma garrafa qualquer de bebida em uma prateleira qualquer de supermercado, alguns trechos de músicas passaram por minha mente, mas somente sua imagem perseverava ali, intacta. Algumas frases de uma suposta briga também continuavam ali e uma pergunta, uma única pergunta que sempre me faço em momentos assim: Por que eu tenho de ser assim?
Honestamente, eu nunca sei como responder essa pergunta. Às vezes acho que sei de tudo e sei até responder a pergunta, mas não é verdade, eu não sei de nada e não sei responder essa pergunta perturbadora.
Eu me lembro que falei que iria esquecer o ocorrido e que iríamos seguir em frente, você também se lembra? Mas eu tenho certo receio de te perder por ser assim, por ter esse meu jeito que você não está acostumado, mesmo dizendo que é o que mais gosta em mim. Realmente, eu sempre quis algo como nós. E eu me sinto inteiramente satisfeita com o que estou passando, pois a vida não é feita somente de momentos bons, pessoas boas, lugares bons. Precisamos passar por tudo e talvez eu esteja passando por tudo, ou apenas repetindo. Mas eu vou esquecer e nós vamos prosseguir, não é verdade?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Caderno.


Hoje, dia quatro de novembro, eu ressuscito o meu humilde caderno de anotações. Depois de uns bons três meses quase intocável, eu senti uma enorme necessidade de reencontra-lo, não quero listar os meus motivos, talvez eu cite algum deles no final, mas espero esquecer-me disso. Quero somente relembrar como era que eu escrevia todos os meus textos, até aqueles que estão hoje amassados, rasgados, mutilados e dilacerados no meio de um lixo. Então eu resolvi escrever alguma coisa sobre o que eu estou sentindo, como de praxe.

E todas essas músicas idiotas sobre o amor? Eu nunca cheguei tão perto de começar a acreditar belas e hoje eu digo que eu acredito em todas elas, porque é verdade. Essa porcaria toda de sentimento, com o perdão da palavra, só fode a nossa vida.
Por isso eu gosto de ser comente eu, sem mais nada e ninguém. Acreditando apenas em mim e em todas as músicas idiotas de amor.

Por que sua voz não pode ser a trilha sonora do meu verão?
E eu sinceramente odiei demais tudo o que eu escrevi, morra texto idiota.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

As palavras de Sueli.

No dia dezenove de outubro, acabou uma coisa que eu fazia há muito tempo. Várias pessoas eu conheci, algumas desde os nove anos de idade ou menos, outras a apenas um ou dois anos atrás. Não gosto de admitir, mas irei sentir saudades. Pois eu sei que não foram horas jogadas fora, foram horas semeadas, que irei colher daqui alguns dias.
E hoje, eu ouvi belas palavras de uma pessoa que me conhecia há menos de dois anos. Senti-me importante, gostei do que meus ouvidos escutaram. Às palavras eram simples, mas de um significado imenso para mim. E foram ditas da seguinte forma:

. AS PALAVRAS DE SUELI­ .
Não tenha medo! Não tenha medo! Porque você consegue e tem uma coisa muito bonita dentro de você, deixe que os outros vejam. Se precisar, bata o pé, mostre para que você está aqui. Não tenha medo, Beatriz.

Depois disso eu posso continuar a minha semana bem. Quem sabe o ano.